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O nome dado a vinte e um livros do Novo Testamento. Paulo tendo escrito suas epístolas aos Tessalonicenses em A. D. 52 a mais antiga delas, antedata os Evangelhos. Elas são cartas que foram escritas pelos apóstolos ou que receberam sanção apostólica; são endereçadas a igrejas particulares, e tratam de questões práticas, doutrinais ou pessoais; além disso, contém assuntos de larga importância aos cristãos em geral, e não exclusivamente a uma pessoa ou igreja. Com exceção da epístola aos hebreus, e a 1ª de João, elas abrem, de acordo com o costume do tempo, com o nome ou título do escritor e o da pessoa ou da igreja a que era endereçada, e então segue-se palavras de saudação. As epístolas são classificadas em três grupos, mas os grupos não são exaustivos nem mutuamente exclusivos. 1. Paulinas; para as primeiras treze que começam com a declaração de que a carta foi enviada por Paulo ou por ele juntamente com outros obreiros cristãos, como Sóstenes (1 Co 1.1); Timóteo (2 Co 1.1; Fp 1.1; Cl 1.1; Fm 1), ou Silvano e Timóteo juntos (1 Ts 1.1; 2 Ts 1.1). Paulo, de modo geral, encarregava um amanuense de escrever seu ditado (Rm 16.22), adicionando a saudação de próprio punho, que ele diz ser a assinatura de cada epístola (1 Co 16.21; Cl 4.18; 2 Ts 3.17). No caso da Epístola aos Gálatas, entretanto, afastou-se da regra, e escreveu a carta inteira com sua própria mão (Gl 6.11). 2. Dentro do grupo das epístolas paulinas três são conhecidas como epístolas pastorais a saber 1 e 2 Timóteo e Tito. São dirigidas às pessoas cujos nomes são designados, contendo orientações para o treinamento e a administração das igrejas e a forma de tratar apropriadamente cada um de seus membros. 3. Cinco epístolas são chamadas gerais nos títulos antepostos como prefixo a elas: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1 João, e Judas. No início da igreja, porém, sete eram classificadas como católicas; sendo incluídas 2 e 3 João (Euzébio, Hist. Eccles. 2.23) embora estas duas sejam simples cartas pessoais endereçadas a indivíduos. A palavra católica foi provavelmente usada querendo dizer geral, para denotar uma carta encíclica à grande igreja; e a senhora eleita e Gaio, a quem 2 e 3 João respectivamente são dirigidas, representando provavelmente a igreja universal.


 A forma epistolar não era um mero artifício literário escolhido para um tratado doutrinal. Ao menos costumeiramente as epístolas eram escritas na forma usual de uma correspondência. Foram escritas por motivos pessoais e pela própria iniciativa do escritor (Filemom, 2 João); ou foram escritas em resposta a cartas, ou baseadas em informações obtidas de outra maneira, a respeito de questões que requeriam a atenção de alguma igreja em particular (1 Co 1.11; 2 Co 7.5-7; 1 Ts 3.5,6). Mas elas se adaptam a todas as pessoas em iguais circunstâncias, tanto que Paulo solicitava que certas epístolas deviam ser lidas por outros que não somente a quem eram endereçadas (Cl 4.16). Os apóstolos referiam-se a estas epístolas como sendo a palavra de Deus (1 Ts 2.13; 1 Pe 1.12), e desde o início elas se classificaram a par das outras Escrituras. Pedro em A. D. 68 fala das epístolas de Paulo como parte das Escrituras (2 Pe 3.15,16), e Policarpo em A. D. 115 cita tanto os Salmos como Efésios  como parte das Escrituras. Veja Cânon. Os títulos das epístolas não eram parte da composição original, mas foram antepostos posteriormente como prefixo; estão ausentes nos primeiros manuscritos, e não fazem parte das Escrituras. A maioria deles apoia-se no primeiro verso da epístola; o título anteposto como prefixo da epístola aos hebreus não deriva propriamente da carta, e é de origem duvidosa. Os avisos anexados às epístolas relativamente ao lugar onde a carta foi escrita do mesmo modo não fazem parte da composição original.  †  — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©


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