Bíblia do Caminho Súmulas Biográficas

Daniel


Daniel [Deus é meu juiz].  † 


Célebre profeta judeu da corte de Babilônia. Descendia da família real da tribo de Judá, (Dn 1.3-7). Na juventude ele foi levado com outros cativos por Nabucodonosor depois do primeiro cerco de Jerusalém, no terceiro ou, calculando o ano de acessão como primeiro ano, no quarto ano do reinado de Jeoaquim, 605 A. C., (Dn 1.1; Jr 25.1). Em Babilônia o rapaz foi selecionado com outros jovens cativos de bom nascimento e partiu para ser treinado para o serviço oficial.  Ele e três companheiros obtiveram licença do mestre dos eunucos, a quem eram subordinados, para substituírem os alimentos designados pelo rei por simples viandas para não contrariarem a lei Mosaica contaminando-se dos costumes pagãos (Dn 1.8). Os quatro jovens exilados em tudo tornaram-se proficientes pelo seu saber em Babilônia, enquanto a graça divina capacitou-os a manifestarem-se inflexíveis, mesmo quando levados frente a frente com a morte. O período de tutela terminou no terceiro ano, quando entraram ao serviço da corte; Daniel continuou nela com proeminência variada até 538 A. C., primeiro ano de Ciro (21). No segundo ano de Nabucodonosor, 603 A. C., sem dúvida já para seu fim (cp. 5.18), Daniel interpretou o sonho do rei da grande imagem, (2.1-46). Este sucesso elevou o profeta, e foi feito regente sobre a província de Babilônia, e cabeça sobre seus homens sábios, (46-49). Depois, interpretou a visão que revelava a próxima loucura do rei  Nabucodonosor (4). Sobre este tempo Ezequiel citou Daniel como um notável exemplo de retidão e sabedoria (Ez 14.14; 28.3) No primeiro ano de Belsazar, Daniel  teve uma visão; e via sob a figura de animais, quatro impérios sucessivos alcançando o tempo quando o Antigo dos Dias devia se assentar, e um como um filho de homem vindo com as nuvens do céu montar um reino espiritual que deve permanecer eternamente (7). A cena da visão que ele teve no terceiro ano de Baltazar foi em Susa, (8.2), a capital Elamita e residência do já renomado Ciro rei dos persas (8.20; veja Ciro). O profeta encontrava-se provavelmente em Babilônia (cp. Ez 8. 1-3). Nesta visão ele via um carneiro pisoteado por um bode, e da cabeça do último, quando seu poder por sua vez foi quebrado, quatro chifres quebrados apareceram, de um dos quais um chifre pequeno saltou orgulhosamente forjado, especialmente em direção à terra gloriosa e seu santuário, por meio de que era simbolizado os impérios Medo-Persa e Macedônio, a divisão do último em quatro reinos, o crescimento de um rei feroz e a profanação do santuário (8). Na queda do império da Babilônia, Dario, no interesse do conquistador, designou 120 sátrapas sobre o novo reino, com três presidentes sobre eles, Daniel foi um dos três (6.1,2). Por ciúme de Daniel por causa da sua capacidade e eminência eclodiu uma trama contra ele, e por isso ele foi levado à caverna dos leões (3-23). No primeiro ano de Dario, Daniel concluiu pelas indicações de Jeremias (Jr 25.11,12; 29.10) que o cativeiro aproximava-se de seu fim (Dn 9.1, 2). Humilhou-se, confessou os pecados da nação e orou. Por consequência foi-lhe revelado a profecia das setenta semanas (9.24).  No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, ele teve uma visão do conflito final entre os poderes do mundo e o reino de Deus (8-12).  Como Daniel profetizou no começo da dinastia de Nabucodonosor, e em seu fim, e nos reinos de Dario o Medo e Ciro o persa (6.28), ele deve ter vivido até uma idade muito avançada. A época e a maneira de sua morte são desconhecidas. Daniel é referido  em Ez 14.14; 28.3; Mt 24.15; Mc 13.14; Hb 11. 33. — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©


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