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Livro de Malaquias


Malaquias [meu mensageiro, ou mensageiro (de Jeová)]. W

Um profeta, e escritor do último livro do Antigo Testamento (Ml 1.1). Nada se sabe da sua história exceto o que pode ser aprendido de seu livro. Como o nome significa “meu mensageiro” (então em 3.1), alguns supuseram, não ser um nome próprio, mas o título de um profeta, talvez de Esdras. Mas como precedendo cada uma das onze profecias menores existe o nome do seu autor prefixado, há uma forte presunção de que no presente caso assim também o é, e que Malaquias era o nome real do profeta que escreveu o livro. Pode ser dividido nas seguintes seções: 1. O especial amor de Deus para com Israel, demonstrado pela escolha de Jacob em vez de Esaú (1.2-6), não foi reconhecido: a. Os sacerdotes e o povo desonraram a Deus por apresentar oferendas maculadas (6-14); ameaça de punição por esta fuga das normas já bem compreendidas, estabelecidas por Deus para o sacerdócio (2.1-9); b. O povo agiu traiçoeiramente contra seus irmãos, ligando-se por casamento com pagãs (11) colocando-as no lugar de suas próprias esposas (4,16) e praticando atos de violência (2.10-17). 2. Julgamento iminente. O anjo mensageiro de Deus vem preparar o caminho do Senhor que repentinamente virá a seu templo, o mensageiro do convênio virá para julgar e purificar Levi da escória dos que praticam o mal (3.1-6; cp. Ex 23.20-23; Mt 11.10). 3. Chamada ao arrependimento; então o Senhor virá com bênçãos e juízos, pondo a zero a reclamação de que ele não faz nenhuma distinção entre o bem e o mau. Aqueles que se voltarem do pecado até Deus serão o seu pecúlio, mas o mau deve ser queimado como restolho (3.7 a 4.3). Exortações para recordarem a lei de Moisés, e anúncio da missão de Elias para preparar o dia terrível do senhor (4.4-6; Mt 17.10-18; Lc 1.17). Quando a profecia foi entregue o povo judeu não tinha um rei, mas um governador (Ml 1.8), que sem dúvida era designado pelo imperador Persa (Ne 5.14). O templo de Zorobabel permanecia, como também o altar, e sacrifícios eram oferecidos como antigamente (1.7-10); consequentemente Malaquias é posterior a Ageu e Zacarias. Mas a explosão de vida religiosa que imediatamente havia seguido o retorno da Babilônia, e tinha resultado na reconstrução do primeiro santuário como também das fortificações de Jerusalém, havia tido tempo de se expandir. Os sacerdotes e o povo eram corruptos. Estas circunstâncias refletem a época de Neemias (Ne 13). A data geralmente aceitada para este livro, segundo Vitringa, é 420 A. C. Davidson prefere 460 a 450 A. C. — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©


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