Bíblia do Caminho Súmulas Biográficas

Isaías


ISAÍAS [Jeová tem salvado]  † 


Um profeta de Judá, nos reinados de Ozias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá (Is 1.1; cp. 6.1; 7.3; 14.28; 20.1,2 e caps. 36 a 39). Ele era filho de Amós, que não deve ser confundido com o profeta Amós. Viveu em Jerusalém, e profetizou a respeito de Judá e Jerusalém; suas profecias referentes a Samaria, Damasco, Filístia e outras nações são subordinadas àquelas que dizem respeito diretamente a Jerusalém, sendo introduzidas por causa de sua relação a Sião e ao povo de Deus. É controverso se a visão que ele teve no ano em que o rei Ozias morreu (6), marcou seu chamado ao ofício profético, ou se tinha por fim aprofundar sua espiritualidade. Outros profetas experimentaram semelhante renovação rápida. O primeiro chamamento de Ezequiel foi por uma visão; e logo depois, quando já era um profeta distinguido, seu chamado ao ofício profético foi confirmado, e foi advertido como Isaías, da indiferença com que o povo receberia sua mensagem (Ez 33.21-33). Pedro, depois de vários anos a serviço como discípulo do Cristo e no ministério apostólico, teve sua introspecção no ensino aprofundado do Cristo e foi introduzido num trabalho mais vasto por uma visão (At 10). Paulo, muito depois dele ter sido chamado para trabalhar entre os gentios, foi chamado por uma visão para trabalhar em um campo novo, a Europa (At 16.9,10). Assim, Deus pode ter tido o propósito de um acréscimo, uma intensificação, na vida espiritual de Isaías, ao proporcionar-lhe esta visão. Pelo ano 734 A. C. Isaías era um homem casado (Is 8.3), com um filho chamado Shear-Jashub, que significa um resto deve retornar (7.3). Um segundo filho dele, nascido mais tarde, por orientação divina se chamou Maher-shalal-hash-baz, que significa espólio acelerado, rapina apressada. Os nomes de ambos os filhos encerram como relíquia profecias. A esposa de Isaías é chamada profetisa (8.3), provavelmente tão só porque era a consorte do profeta. Isaías falou muito nas relações de Israel com o mundo, tanto como uma igreja como um corpo político. A respeito das relações políticas ele aconselhou o rei e o povo a depositar confiança em Jeová e evitar emaranhar alianças com os poderes terrenos (8.12-14; etc.). Em 734 A. C., quando a Síria e Israel associaram-se para capturar Jerusalém, e por uma criatura sua sobre o trono, ele declarou que pelo propósito de Jeová a tentativa devia fracassar, e esforçou-se em vão para persuadir Acaz de confiar em Jeová e não depositar confiança em príncipes pagãos (7). Acaz imprudentemente rejeitou este conselho, chamou Tiglath-Pileser, rei da Assíria, e tornou-se seu vassalo (2 Rs 16.7,8,10). Sob Ezequias o conselho do profeta foi tratado com mais respeito. Os assírios invadiram Judá no ano décimo quarto de Ezequias, aproximadamente 714 A. C. (2 Rs 18.13; Is 36.1). Logo depois, no mesmo ano, Ezequias caiu perigosamente doente, e Isaías predisse sua recuperação (2 Rs 20.1-11). Então seguiu-se a embaixada de Merodaque, Balad, em 712 ou 711 A. C. (Is 39), a conquista de Ashdod pelo exército de Sargon,  711 A. C. (20), e as expedições enviadas contra Jerusalém por Senaqueribe, 701 A. C. (2 Rs 18.14). Durante a chamada última crise, as profecias e as palavras de Isaías encorajaram o governo recusar as propostas dos assírios.


A época e a maneira da morte de Isaías com certeza não são conhecidas. Ezequias morreu em 698 ou 697 A. C. O assassinato de Senaqueribe e a acessão de Esar-Hadom, que ocorreram em 681 e 680 A. C., estão registrados (37.38). Uma tradição judaica duvidosa afirma que Isaías foi martirizado por Manassés, tendo sido feito em pedaços, e algum supõem que Heb 11.37 alude à maneira da sua morte. A data envolvida não é impossível, porque Isaías pode ter começado seu ministério depois de 740 A. C., e profetizado no reinado de quatro reis, Ozias, Jotão, Acaz e Ezequias; sobreviveu a  Ezequias e escreveu seus atos primeiros e últimos (2 Cr 32.32), ouviu falar do assassinato de Senaqueribe, e sofreu martírio após o décimo oitavo ano de Manassés,  com a idade de não mais de 80 anos. Em verdade, quando escreveu a história do reino de Ozias (2 Cr 26.22), Isaías usou provavelmente registros e outras fontes autorizadas para a primeira parte do reinado. — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©


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